Iniciação científica

Pesquisas em Andamento

A fermata: tempo e movimento na regência coral através do repertório coral
Iniciação Científica
Autor: Leonardo Almeida Anunciação
Orientador: Marco Antonio da Silva Ramos
Instituição: Departamento de Música – ECA – USP
Este projeto propõe-se a estudar a o signo musical chamado “fermata” e o resultado musical por ele representado quanto à sua natureza , isto é, o que a constitui. Será estudada, assim, tanto no que diz respeito aos tipos de soluções musicais que ela oferece, quanto no que se refere às questões e desafios regenciais que ela desperta, observando-a no desenrolar da História da Música através de exemplos do repertório coral.

Processos de criação coletiva a partir da canção brasileira
Iniciação Científica
Autor: Maria Rita Brandão Machado
Orientadora: Profa. Dra. Susana Cecília Igayara
Instituição: Departamento de Música – ECA – USP
Este trabalho consiste numa pesquisa-ação que discute a criação coletiva de arranjos vocais para obras do cancioneiro popular brasileiro, em ambientes de aprendizagem.  Fundamentamo-nos nas concepções de Muray Schaffer, Hans Joachim Koellreutter e Émile-Jacques Dalcroze, associadas às pesquisas sobre canção popular e vocalidade presentes em Luiz Tatit e Paul Zumthor. O trabalho com processos criativos vem se apresentando como prática auxiliar à incorporação de conteúdos em diferentes ambientes de aprendizagem, como se pode constatar em diversos trabalhos acadêmicos. Nesses processos, a improvisação surge como importante ferramenta pedagógica. A interação com as linguagens do teatro e da dança surgem como auxiliares ao processo, promovendo a ligação entre movimento corporal e linguagem musical. Baseamo-nos na técnica dos Viewpoints (teatro), eutonia (dança e consciência corporal) e fundamentos da dança contemporânea.

Pesquisas Concluídas

O potencial musicalizador do repertório coral brasileiro do século XX com notação não tradicional
Iniciação Científica
Autora: Denise Castilho de Oliveira
Orientadora: Profa. Dra. Susana Cecília Igayara
Instituição: Departamento de Música –ECA-USP
Ano: 2013
A pesquisa desenvolveu a reflexão sobre o potencial musicalizador do repertório coral brasileiro do século XX, que faz uso da notação não tradicional. A metodologia apoiou-se nos protocolos desenvolvidos pelo Comunicantus: Laboratório Coral. Para a seleção do material foi feita uma pesquisa bibliográfica que teve como base o acervo da Biblioteca da ECA-USP, buscando referenciais brasileiros, tanto para as obras quanto para as referências teórico-analíticas. Foram consultados 9 compositores e 26 obras corais, organizadas cronologicamente e apresentadas em forma de tabela, com suas devidas informações. Na análise do material selecionado, observou-se como os compositores lidam com os conceitos musicais encontrados nas obras e de que maneira essas obras dialogam com a aprendizagem musical. Como conclusões, constatamos que em um primeiro contato, as novas grafias aproximam os coralistas da obra, sejam eles leigos ou com leitura musical, ressaltamos a importância da criatividade no processo educativo e identificamos o coro como um espaço de musicalização.

Densidade e Interpretação
Iniciação Científica
Autora: Mariana Muchatte Trento
Orientador:Marco Antônio da Silva Ramos
Instituição:
Ano: 2013
O cerne do trabalho é a revisão literária do conceito de densidade, principalmenteo utilizado nas obras de Wallace Berry, bem como nas de Schoenberg, com foco nas questões harmônicas e rítmicas, e de Ramos, que propõe um referencial mais voltado para a performance. A pesquisa desenvolve-se como revisão bibliográfica e análise comparativa conceitual. A base analítica é a obra de Wallace Berry (1976), ponto de partida para a problematização do conceito de densidade. Berry classifica densidade como uma propriedade do parâmetro textura, quantitativa e mensurável, condicionada pelo número de componentes simultâneos ou concomitantes e pela extensão do espaço vertical que esses componentes abrangem e ocupam. Esta pesquisa legítima o conceito de densidade apresentado pelo autor, mas, ao observar a utilização de outros termos para a mesma ideia de densidade, encontramos características qualitativas.Realiza-se uma análise crítica da diversidade terminológica na obra de Schoenberg (1991), investigando a semelhança entre os termos que descrevem os processos composicionais e a ideia de densidade. Berry identifica densidade sobre um sentido vertical, mas podemos encontrar uma densidade caracterizada pela horizontalidade e esse posicionamento é visível nas explicações de Schoenberg sobre os processos composicionais.Um exemplo explorado nesse trabalho é o grau de aumentação ou diminuição motívica (o número de componentes em relação a um espaço melódico pré-estabelecido), portanto, a densidade no sentido horizontal.Analisa-se criticamente o conjunto de questões do roteiro: “Referencial Silva Ramos de Análise Orientada para a Performance Musical” criado por Ramos, no qual emprega o termo densidade na formulação de perguntas propostas ao intérprete. Ramos, em seu referencial, ainda propõe outros aspectos qualitativos da densidade, como a sua relação com o texto e com o uso musical do silêncio, resultando na densidade dramática ou psicológica.